Televisa do Brasil? Veja cinco novelas da Globo que pareceram um dramalhão mexicano

A Globo se inspirou na Televisa em algumas novelas (Foto: Divulgação)

No que se refere a produção de novelas, a Globo e a Televisa são campeãs mundiais. Não perdem para nenhuma outra emissora de televisão mundial e se consolidaram como tais, cada qual com suas características.

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Porém, apesar da similaridade do gênero e de suas particularidades, algumas vezes elas se parecem bastante. Listamos aqui alguns casos de novelas produzidas pela Globo, que tem a cara dos dramalhões mexicanos produzidos pela concorrente, a Televisa. Veja:

Duas Caras

Escrita por Aguinaldo Silva, Duas Caras foi um misto de novela brasileira com cara de dramalhão mexicano. Quem atenuou essa característica foi principalmente a vilã. As cenas dela pareciam que estávamos ligados no SBT, às 17h e assistindo uma novela da tarde. Porém, vale lembrar que Duas Caras era uma novela das nove.

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Alinne Moraes deu vida a personagem que era a cara das novelas mexicanas (Foto: Divulgação)

Ou seja, Alinne Moraes foi a responsável por dar vida a esta melodramática forma de se interpretar uma vilã. Os cortes de câmera em chicote (termo do ramo audiovisual que se refere a maneira brusca em que a câmera foca em um personagem), os efeitos sonoros e todas as histórias psicopatas da personagem de Moraes foram um belo exemplo de que o autor provavelmente se inspirou nas tramas do México.

O Sétimo Guardião

Uma novela com um gato misterioso que se transformava em um homem? Há de se esperar que esta novela se inspirou em A Gata, exibida pela Televisa. Os personagens não tinham qualquer química e parecia algo desconexo (tão desconexo que chegava a ser cômico).

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Mirtes foi uma personagem de O Sétimo Guardião (Foto: Divulgação)

Os bastidores desta novela tinham mais polêmica e repercussão do que a própria trama, semelhante a diversos casos ocorridos em meados dos estúdios da Televisa. A beata Mirtes, vivida por Elizabeth Savala, foi um verdadeiro desperdício para a carreira da atriz, que teve de viver uma personagem beata e que não parecia nadinha com ela, fora o fato de Mirtes lembrar diversas figuras de novelas mexicanas.

Ti Ti Ti

A forma caricata pela qual os personagens foram retratados no remake de Ti Ti Ti em nada se parecem com a primeira versão da trama, que foi ao ar em 1985. Muito provavelmente, Paulo Autran se revirou no caixão quando viu Ti Ti Ti sendo refeita da forma em que aconteceu. O Jacques Leclair, interpretado por Alexandre Borges, é tão caricato que parece o Luigi (Sergio Mayer) de A Feia Mais Bela.

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Jacques Leclair foi vivido por Alexandre Borges (Foto: Reprodução)

Tanto é que, sem dar audiência na primeira versão, a Globo provavelmente acreditou que a baixa audiência tratava-se de um “engano” e a reprisou recentemente no Vale a Pena Ver de Novo. De tão parecida com os dramalhões mexicanos, até a audiência quis se assemelhar quando foi reapresentada. Às pressas, O Clone foi colocada no ar sem direito a famosa transição que ocorre entre as novelas, numa clara demonstração do fracasso de Ti Ti Ti.

Kubanacan

A vergonha alheia que Kubanacan dá chega a ser grande, diante da trajetória de novelas feitas pela Globo. Carlos Lombardi criou esta novela para a faixa das sete, que costuma ter títulos mais leves e engraçados. Mas o autor errou na mão e, certamente, estava acompanhando bastante as novelas da tarde do SBT.

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Marcos Pasquim protagonizou Kubanacan (Foto: Reprodução)

A cena de Esteban (Marcos Pasquim) caindo do céu logo no início da trama é algo que chega a ser uma piada, de tão surreal. Estaria tudo certo, caso a novela fosse do gênero de fantasia. Porém, este não é o gênero desta novela que, caso fosse ao ar pelos canais de TV da Televisa, teria grande audiência.

Cheias de Charme

O sucesso de Cheias de Charme não nos impede de lembrar alguns elementos desta novela pelos quais a faziam parecer com um dramalhão mexicano. Cheia de exageros, a trama foi muito bem concatenada para funcionar e acabar dando certo da maneira em que deu.

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A personagem de Cláudia Abreu em Cheias de Charme foi a Chayene (Foto: Divulgação)

Só que, caso houvesse um errinho nesta métrica quase que perfeita em que a novela se desenrolou, deixaria nítido que ela é uma grande inspiração das tramas produzidas pela Televisa. O grande exemplo está na vilã vivida por Cláudia Abreu (Chayene), uma recalcada que faz o possível para destruir o sonho das personagens de Taís Araújo (Penha), Leandra Leal (Rosário) e Isabelle Drummond (Cida).

Chayene é tão complexa que chega a ser trágica. Ela força um sotaque nordestino de maneira não aprovada por quem é da terra e, através desta caricatura, fez muitos sulistas rirem à toa e permitirem esta novela bater recordes. A Chayene foi um misto de mau gosto com erro, pois a pergunta é: custava ter convidado um nordestino para fazer este papel? Ou seja: mais uma vez, os globais estavam com a noção bem longe. Foi algo como o que aconteceu com Segundo Sol (2019), com a novela se passando em um estado de predominância negra e o elenco todo branco.

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