Substituta de Gênesis atrasa: veja cinco vezes que a Record falhou e foi ao fundo do poço

Reis teve estreia adiada e não sucederá Gênesis (Foto: Divulgação)

Sabe aquela história de que todos têm que pagar pelos erros? Provavelmente, a Record virou uma especialista neste assunto. Novamente, a emissora atrasa a produção de uma novela e, por isto, terá de tapar buraco com reprises.

Veja também – Falido, astro das novelas mexicanas faz desabafo: “Estou profundamente endividado”

Com o fim da inédita Gênesis, a substituta Reis ainda não estará pronta e, portanto, terá de se recorrer ao acervo. Será uma situação semelhante a diversas outras vezes em que foi optado por estes caminhos, porém com resultados nada animadores.

Além de tudo, irá desfazer todo o trabalho desempenhado por Gênesis no que se refere a audiência. Veja situações parecidas em que a Record optou por manter a desorganização e sofreu com as consequências:

Canoa do Bagre

Uma sequência de fatores levaram com que a Record, que iniciou sua história se consagrando na teledramaturgia em meados da década de 60 e 70, deixasse de lado as novelas. Estes fatores não vêm ao caso nesta matéria, porém o fato de ter sido a primeira novela pós este período fez com que Canoa do Bagre carregasse nas costas o pesado fardo de cativar um público pelo qual a Record desprezou por décadas.

Veja também – Eles cresceram: após 20 anos, saiba como está hoje em dia o elenco mirim de O Clone

Logomarca de Canoa do Bagre (Foto: Divulgação)

Em 1997, a novela estreou e, como era de se esperar, foi um fracasso e não conseguiu ter boa audiência. Muito pelo contrário, piorou os índices da época e chegou ao nimbo, com audiência zerada no capítulo exibido em 27 de dezembro de 1997.

Vidas Cruzadas

Substituta de Marcas da Paixão, nada foi suficiente para que Vidas Cruzadas pudesse ter bons índices de audiência ou, ao menos, segurasse os índices da antecessora. Exibida no final dos anos 2000 e início de 2001, a novela contava com um elenco de peso com nomes como Dalton Vigh, Alexandre Barillari, Laura Cardoso, Gianfrancesco Guarnieri, Ângela Leal e Juca de Oliveira.

Veja também – SBT confirma estreia de Três Vezes Ana: saiba tudo sobre a novela que foi um fracasso no México

Patrícia de Sabrit e Dalton Vigh em Vidas Cruzadas (Foto: Reprodução)

A estreia foi animadora e Vidas Cruzadas atingiu picos de 11 pontos. No entanto, este desempenho não se manteve e a trama fechou abaixo dos 6 pontos. Os críticos da época atribuem este evento ao fraco investimento na novela. Mesmo com cenas externas em Recife e todo este elenco, não tinha quem suportasse a sonolência da história. Tanto é que, sabendo disto, a Record nunca a reprisou até hoje.

Roda da Vida

A falta de investimento da Record em sua dramaturgia teria chegado a um nível crítico mais especificamente após Vidas Cruzadas. Por não obter o retorno esperado, passou a limitar os recursos das produções, as quais chegaram ao limite extremo. Em 2001, Roda da Vida foi ao ar de maneira precária.

Veja também – Destaque em Da Cor do Pecado, atriz abandona carreira e rejeita retorno às novelas; saiba quem!

Uma matéria publicada pelo jornal Estado de S. Paulo na edição do dia 27 de agosto de 2001 esclarece todos estes pontos, atribuindo a falta de planejamento da emissora a qual acarretou em problemas para que Roda da Vida fosse produzida em diversos fatores, desde o elenco até os bastidores.

Logomarca de Roda da Vida (Foto: Divulgação)

Enquanto Vidas Cruzadas contou até com Juca de Oliveira, Roda da Vida teve que se contentar com outros nomes menos requisitados na época, como Juan Alba e Rodrigo Veronese. Fora isto, a questão técnica teria sido crucial para que os bastidores de Roda da Vida fossem insuportáveis.

Veja também – Saiba tudo sobre Se Nos Deixam, novela que substituirá A Usurpadora no SBT

Os equipamentos eram limitados, antiquados e todas as atenções foram voltadas para a reta final de Vidas Cruzadas. Tudo isto fez com que Roda da Vida não tivesse uma substituta, o que deixou a teledramaturgia da Record novamente desativada por um tempo.

Metamorphoses

Depois do vexame que passou com Roda da Vida, a Record resolveu ficar de molho por três anos. Voltou com Metamorphoses e, supostamente, ouvindo todos os conselhos que teria recebido, para investir melhor em sua dramaturgia.

Veja também – Cuidado com o chifre: relembre as traições mais marcantes das novelas

Para isto, investiu 30 milhões para colocar a novela no ar e, segundo informações do jornal O Globo na época, queria se consolidar na vice-liderança. Tudo estava dando a entender que seria um fracasso, mas como a esperança da Record era a última que morria, continuou-se acreditando que tudo daria certo.

Paolla Oliveira fez parte do elenco de Metamorphoses, na Record (Foto: Reprodução)

Antecedendo a novela, foi exibido um título colombiano para servir como “sala de espera”. Além de tudo, a novela revolucionou e teve estreia em um domingo, algo considerado inédito. Mas como nem tudo que reluz é ouro, foi nessa lógica que Metamorphoses foi para o nimbo. Todo o anúncio feito em torno da novela não se comprovou quando ela foi ao ar.

Veja também – Luto e comoção: morre integrante de Quando Chama o Coração; saiba todos os detalhes

Laura Mattos, que escrevia para o jornal Folha de S. Paulo, criticou a novela: “Tudo tem jeito de completa piração da TV comandada pela Igreja Universal do Reino de Deus e seu bispo Edir Macedo, a Record [está] a fim de tentar atrair os holofotes e roubar um pedaço da audiência da Globo”. Por parte do público telespectador, o resultado veio na audiência: a Record chegou em seu momento mais crítico a perder para a RedeTV!, marcando 0.7 pontos.

Belaventura

Cotada para substituir Escrava Mãe, Belaventura foi mais um caso de novela que pagou um preço caro diante da bagunça nos bastidores da emissora dos bispos. Diante da quantidade de atrasos, ficou inviável a estreia da novela na data inicialmente prevista e, com isto, foi colocado no ar (mais uma) reprise de A Escrava Isaura.

Belaventura foi ao ar pela Record substituindo a reprise de A Escrava Isaura (Foto: Divulgação)

A reprise segurou os índices por um bom tempo, mas quando Belaventura foi para o ar, todo o desempenho foi derrubado porque uma programação nova foi lançada e fracassou. Esta série de fatores, somado às reclamações de precariedade nos bastidores (com caso até de ator pegando sarna nos figurinos e atriz pedindo pra voltar para a Globo de joelhos) levou a novela ao fundo do poço.

Veja também – Globo surpreende ao demitir Nathalia Dill: veja cinco papéis de destaque da atriz em novelas

Para terminar de completar tudo isto, a Record ao invés de lançar outra novela inédita e manter a lógica que estava planejada, resolveu colocar mais uma reprise na sequência de Belaventura.

Siga o Resumo das Novelas On nas redes sociais:

@resumodasnovelason

@resumodasnovelas.online

@resumonovelason

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *