“Papel de pobre”: Sincerona, estrela de Vale Tudo chocou ao falar verdades sobre sua própria carreira

A atriz Beatriz Segall (Foto: Divulgação)

Historicamente falando, se formos observar todo o percurso da teledramaturgia brasileira, existiram poucos momentos em que novelas tiveram uma adesão nacional. Nesta lista de exceções, certamente Vale Tudo faz parte.

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O folhetim de 1988 alcançou uma das maiores audiências da TV brasileira até hoje, com capítulos somando números expressivos e que só costumamos ver em raras ocasiões como, por exemplo, nas transmissões da Copa do Mundo.

A novela conta com grande elenco e atuações emblemáticas. Dentre estas estrelas que fazem parte da trama, certamente está um nome que a geração mais recente desconhece. Trata-se de Beatriz Segall, que interpretou a vilã Odete Roitman.

O maior papel da carreira de Segall

Durante uma entrevista para o UOL, a atriz Beatriz Segall admitiu que a personagem marcante de Vale Tudo é a mais conhecida de sua carreira. Ela foi lembrada por muito tempo por conta do papel: “Me chamam muito de Odete nas ruas, principalmente, nas lojas. Mas não ligo mais“.

Uma das últimas fotos de Beatriz Segall antes da morte (Foto: Divulgação)

Conhecida por ser dona de uma personalidade forte, Segall afirmou nesta mesma entrevista que se incomodava com o quanto era tachada apenas por um único papel. “No Brasil se vê muito mais novela do que se vai ao teatro, se fossem ao teatro teriam muito mais nomes para me chamarem“, disse ela.

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Em seguida, apesar de Odete ter lhe trazido grande notoriedade, a atriz falou o que lhe deixava incomodada: “O que incomoda é que esse papel não é o único, mas ficou muito marcado“.

Papel de pobre

Conhecida por sempre fazer personagens imponentes e poderosas, Beatriz Segall disse que os brasileiros criaram um estereótipo dela. Por isto, quando interpretava papéis de mulheres humildes, havia uma rejeição.

O público só não recebe bem quando faço papel de pobre na TV, eles não aceitam. Acho que eles pensam que sou rica na vida de real, quem me dera“, afirmou a veterana, que faleceu em 2018 aos 92 anos.

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A jornalista do UOL que entrevistava Segall na ocasião afirmou que, apesar de não se considerar rica, Segall dava ordens para seu motorista e sua empregada doméstica durante o bate-papo. A ex-global também não explicou quais os indícios que comprovam este argumento de que ela era rejeitada quando interpretava papéis de pobres.

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