Cópia barata? Veja 5 novelas brasileiras que são remakes não-oficiais de dramalhões mexicanos

SBT domina a lista de remakes não-oficiais (Foto: Reprodução)

Sabe essa história dos empresários donos de conglomerados midiáticos tentarem economizar a todo custo? Isto não é de hoje. Porém, é inegável que a era dos streamings acabou acelerando este processo, fazendo que isto se tornasse algo nítido ao ponto de causar impactos na líder de audiência.

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O atual cenário preocupante em que se encontra da televisão brasileira tem como objetivo manter os lucros. Na escassez de criatividade e recursos, algumas emissoras de TV chegam a lançar produções inspiradas em títulos do exterior.

A questão é que muitas vezes isto acontece sem que estas atrações sejam consideradas oficialmente versões brasileiras de obras originalmente estrangeiras. São os casos das novelas consideradas remakes não-oficiais. Citaremos alguns casos a seguir:

O Anjo Maldito

Conhece alguma novela em que há uma irmã boazinha e outra malvada, onde a boazinha conquista o coração de um ricaço, enquanto a malvada quer ficar com o homem a todo custo e roubar-lhe a fortuna? Esta história é comum nos clichês dos dramalhões mexicanos.

Cena da novela O Anjo Maldito, feita e exibida pelo SBT (Foto: Reprodução)

Por conta disto, Silvio Santos não precisou de comprar os direitos autorais de La Sonrisa del Diabo, mas fez O Anjo Maldito (1983) com a cara da novela da Televisa. Foi claramente um remake brasileiro, mas não era oficial porque algumas mudanças foram promovidas, principalmente para evitar possíveis processos judiciais.

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A Justiça de Deus

Troca de bebês na maternidade, enquanto um destes bebês vai parar em uma família rica e a outra, na família pobre? Este foi outro clichê de novelas mexicanas em que o dono do Baú não precisou comprar os direitos autorais para poder fazer um folhetim.

Trecho de uma chamada de Justiça de Deus (Foto: Divulgação)

Em A Justiça de Deus (1983), o enredo foi praticamente este, com diferenças em núcleos, nomes dos personagens alterados e dentre outras mudanças. O objetivo era fugir da intitulação de remake oficial de El Juicio de Nuestros Hijos, produzido pelo extinto Telesistema Mexicano na década de 60.

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Vida Roubada

Em uma mescla da trama de O Anjo Maldito com A Usurpadora, Vida Roubada também foi um remake de uma outra novela mexicana muito famosa nos anos 60 da Televisa. Exibida em 1984, Vida Roubada foi escrita pelo saudoso Raymundo López.

Cena da novela Vida Roubada (Foto: Divulgação)

Trata-se de um marco, porque representou o fim da TVS e a transição para o atual SBT. Oficialmente, se dizia que baseava-se em Ha llegado una Intrusa, novela que também foi uma produção da Televisa em 1974.

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O Direito de Nascer

Novela muito conhecida no Brasil por ter contado com diversas adaptações, o SBT foi uma das responsáveis por fazer a sua versão de O Direito de Nascer. Dizia que a novela se tratava de uma livre inspiração à obra original cubana, El Derecho de Nacer.

Banner de O Direito de Nascer (Foto: Divulgação)

Félix Caignet, nos anos 40, criou uma radionovela que se consagrou mundialmente, com grande destaque para o caso do Brasil com a Tupi. Da Rádio Tupi, o folhetim passou a ser uma novela na TV em 1964. Em 1995, Silvio Santos pagou 50 mil dólares pelos direitos da obra de Caigne, o que evitou um processo milionário.

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Amor e Ódio

Se lembra de A Dona, protagonizada por Lucero e Fernando Colunga e exibida recentemente no SBT? Esta novela já teve uma versão brasileira produzida pela emissora de Silvio Santos, com o remake não-oficial da obra original de Inés Rodena.

Amor e Ódio foi a versão brasileira de A Dona (Foto: Divulgação)

Amor e Ódio foi transmitida em 2001, com Henrique Zambelli adaptando a trama exibida pela primeira vez em 1972 através da RCTV, uma emissora de televisão venezuelana. Na época em que concebeu o folhetim, o SBT mantinha uma parceria com a Televisa (detentora do argumento original de La Dueña), o que evitou maiores imbróglios.

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