Clássicos de sucesso: Confira cinco novelas icônicas de TV’s extintas que poderiam ganhar remake

Dennis Carvalho, Carmem Silva e Tony Ramos protagonizavam Ídolo de Pano (Foto: Divulgação)

Se as emissoras de TV de hoje em dia estão sofrendo com falta de criatividade, esta lista pode ajudá-las a fazer novelas de sucesso. Afinal, os títulos que citaremos a seguir fizeram muito sucesso na teledramaturgia nacional e foram feitas por conglomerados midiáticos os quais simplesmente não existem mais.

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A seguir, citaremos os casos históricos de novelas que poderiam ganhar uma repaginada e voltar tal qual Pantanal voltou, com nova roupagem e sintonizada com o mundo atual e dando boa audiência. Até porque, sempre vale a pena apostar nos clássicos.

Entre as novelas clássicas e marcantes de emissoras de TV extintas, estão estas que citaremos a seguir:

Ídolo de Pano

Obra-prima de Teixeira Filho, Ídolo de Pano caberia perfeitamente para os tempos atuais, devido a boa aceitação que o público ainda costuma ter com novelas que tratam sobre disputas de poder e reviravoltas de pobres que se tornam ricos ao longo da história. O título remete às traições de uma herança deixada por uma avó muito querida, que via em seus netos os sucessores de um cargo relevante em uma empresa multimilionária.

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Bastante citada por ter sido um grande destaque dos anos 70, a novela da TV Tupi é um daqueles casos que agradaram ao público, porém a crítica massacrou. Foi a partir desta trama que Dennis Carvalho ganhou notoriedade e, quando foi para a Globo, passou a ser um diretor famoso. Carvalho interpretava Jean, um personagem que sofria com esquizofrenia e tinha feições de vilão traiçoeiro.

Beto Rockfeller

A TV brasileira não tem herói? Quem disse isso desconsiderou a existência de Beto Rockfeller, personagem homônimo à novela de sucesso da TV Tupi. A trama foi considerada um coringa da emissora, que sofria com a debandada de audiência provocada pela TV Excelsior. Luiz Gustavo marcou sua carreira ao viver Beto onde, muito mais do que uma figura emblemática, também foi marcante porque apresentava uma linguagem inovadora para as novelas.

Luis Gustavo e Débora Duarte faziam o casal principal de Beto Rockfeller (Foto: Divulgação)

Os relatos apontam que, a partir de Beto Rockfeller, deixou-se de lado a característica melodramática que a dramaturgia costumava ter, apostando em um herói que ao mesmo tempo era um anti-herói. Ou seja: um personagem que, enquanto se apresentava bom-moço, certinho e trabalhador, também tinha uma personalidade malandra e completamente diferente oposta àquela que a maioria das pessoas esperavam.

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O Direito de Nascer

Silvio Santos até que tentou, mas remake de O Direito de Nascer no SBT não fez o mesmo barulho que a primeira versão teve. A novela marcou a história da TV Tupi, que trouxe a primeira adaptação desta radionovela cubana em 1964. A obra também ficou conhecida como radionovela no Brasil, portanto concretizou no imaginário popular uma história consagrada pela ondas do rádio.

Guy Loup, Amilton Fernandes e Nathalia Timberg em O Direito de Nascer (Foto: Divulgação)

Era uma época onde Lima Duarte estava atuando como diretor da dramaturgia da Tupi. Ele ficava responsável por comandar O Direito de Nascer, ao lado de José Parisi e Henrique Martins. Parisi, por coincidência, protagonizava a novela ao lado de Nathalia Timberg. A novela teve um remake feito pela própria Tupi em 1978, que foi rejeitado pelo público.

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A Deusa Vencida

Considerada a quarta novela da era de 13 obras icônicas de Ivani Ribeiro, A Deusa Vencida marcou a teledramaturgia por abrir espaço às superproduções. A Globo passou a se inspirar no que fez a TV Tupi, ao apostar alto no título de Ivani e investir muita grana em cenários, figurinos e elenco pomposos.

Os gênios Ivani Ribeiro e Walter Avancini eram responsáveis por A Deusa Vencida (Foto: Divulgação)

Curiosamente, a trama que representou a estreia de Regina Duarte na TV. O sucesso de A Deusa Vencida foi tão grande que, ao fim da novela, os telespectadores tiveram o prazer de acompanhar uma versão da obra em um livro assinado pelo autor Savério Jr. A Band chegou a fazer um remake da trama em 1980.

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Xica da Silva

Sob as mãos da genialidade de Walter Avancini, Xica da Silva iniciou uma parceria histórica do cineasta com Walcyr Carrasco. O autor assumiu uma identidade oculta para escrever a novela para a Manchete, uma vez que ainda estava com contrato em vigor com o SBT.

Xica da Silva foi bastante vendida para o mercado internacional (Foto: Divulgação)

O resultado foi o melhor possível, com a novela atingindo ótimos índices de audiência e repercussão, além de ter sido um dos últimos sucessos da emissora que, até então, estava entrando em falência. A Manchete passou longos tempos colhendo os bons frutos dos lucros rendidos por Xica, que chegou a ser fortemente exportada.

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